segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

...As Esperanças de um planeta solitário...




ELEANOR RIGBY
OLHE PRA TODAS AS PESSOAS SOLITÁRIAS...
OLHE PRA TODAS AS PESSOAS SOLITÁRIAS...
ELEANOR RIGBY RECOLHE ARROZ NA IGREJA
ONDE HOUVE UM CASAMENTO
VIVE NUM SONHO
ESPERA NA JANELA
OSTENTANDO UM ROSTO QUE ELA DEIXA NUMA JARRA AO LADO
DA PORTA
PARA QUEM É ISSO?
TODAS AS PESSOAS SOLITÁRIAS...
DE ONDE ELAS VÊM?
TODAS AS PESSOAS SOLITÁRIAS...
A ONDE ELAS PERTENCEM?
PADRE MCKENZIE ESCREVENDO UM SERMÃO
QUE NINGUÉM VAI OUVIR
NINGUÉM SE APROXIMA
OLHE PRA ELE TRABALHANDO, COSTURANDO SUAS MEIAS À
NOITE
QUANDO NINGUÉM ESTÁ LÁ
POR QUE ELE SE IMPORTA?
ELEANOR RIGBY MORREU NA IGREJA
E FOI ENTERRADA JUNTO COM SEU NOME
NINGUÉM VEIO
PADRE MCKENZIE LIMPANDO A SUJEIRA DAS MÃOS
ENQUANTO CAMINHA DA SEPULTURA
NINGUÉM FOI SALVO
Vou com as esperanças do mundo, que daqui há apenas algumas horas escorrem em preces desejos e lágrimas, não otimista, não tão confiante, mas desejando do fundo do coração estar enganada.
Porque não quero mais pessoas solitárias no planeta, quero todos juntos...e se pra isso eu preciso acreditar num mito, num cosmo chamado Barack Obama, então que seja...
Obama...LOOK AT ALL THE LONELY PEOPLE...e faça alguma coisa!!
Amém!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

...Essa escuridão que me preenche o vazio...




...Estava fazendo um trabalho pra facu (mas do que atrasado) sobre o Goya, um quadro particularmente escuro "Peregrinação de Santo Isidro" e pensando em como toda essa angustia, essa escuridão, esse medo, essa deformidade anatômica dele, assustava mas atraia, me atraia, e era belo...como o disforme pode ser tão belo.
Dai meio que a esmo abri a SOMA+ desse mês, e dei de cara com uma imagem escura..muito escura, tão escura quanto o Goya, e fiquei ali absorta numa escuridão tão homogênea, tão expressiva, neste momento as cores me ganharam e eu fiquei apaixonada.
Claro... Apaixonada, afinal que palavra definiria melhor a sensação de êxtase total, de preenchimento do vazio niilista, de admiração, de compreensão da alma, como quando todas as mulheres do mundo ouvem Chico Buarque e pensam "Nossa esse cara me entende!!", pois é... Pensei... "esse cara me entende!"
Esse cara... DANTE HOROIWA! Me fez apaixonada mais uma vez pela arte, a sua arte! Apaixonada pelas suas figuras magras, pontudas e ve-las dançando (ah!! o que foi mais legal, imaginá-las dançando)... E apaixonar-me pela sua mistura de cores.
Um artista verdadeiro a gente reconhece por trazer sensações verdadeiras pra quem o assiste... muito bem... Então, eu achei mais um artista de verdade!

Samurai e malandro, ganha a aposta visual, ora por um golpe de lâmina, ora por um jogo de cintura. Tão rápido que nos pega de surpresa; quando menos se espera, a obra já está ali.E então o golpe ou a ginga que o produziu parece tão simples que é quase um desaforo.

Uma mistura de Paulo Leminski com Goya... Uma pessoa que eu adoraria conhecer!

Para descrevê-lo com palavras de outros... Não um outro qualquer.
"Isso sim me assombra e deslumbra
Como é que o som penetra na sombra
E a pena sai da penumbra?"
PAULO LEMINSKI

Para quem quiser experimentar:
www. myspace.com/horoiwa

terça-feira, 21 de outubro de 2008

...passa um, todos passarão...


A tristeza já passou... é tem de mudar...de viver novos e bons ares....de recortar e colar com as pessoas de quem a gente gosta!!
Feliz por entender com o coração!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

...Uma valsa para três...


Segue a pé, vai dormir na casa da namorada. Ela tem um noivo distante. Ele acha que tem uma outra namorada nem tão distante assim.Mas já acabou e ele não sabe.Vai sofrer quando souber.O outro já sabe.E sofre agora.Ele sofre agora só de pensar que todos sofrerão e um dia serão desses amigos que dizem que está tudo bem mas quase não se vêem, pouco se falam.

...Testando o desapego...


Eis que mais uma vez me deparo com o efêmero, e ele parece a cada reencontro mais real, mais inevitavelmente possível.
Há pouco tempo falava com minha amiga Lari, o quanto admirava São Francisco de Assis, que quando era adolescente não acreditava muito em Deus, mas nele acredita, o admirava tanto que até pensei em entrar em sua ordem. E agora, um Deus da Idade Média, testa minha admiração e meu desejo de exemplificá-lo em mim. Testa o meu desapego.
E não está sendo fácil!Não tenho a pretensão de ser Francisco, mas gostaria de entender de verdade sem demagogias o que seria esse real desapego. Mesmo que ele fosse adaptado a minha realidade, mesmo assim eu gostaria de me sentir inteiramente capaz de doar-me e também as minhas "coisas".
Minhas coisas escorregam entre os dedos, e eu gostaria de achar a beleza nisso, de vê-las livres como tende ser.
Aceito a idéia, não o sentimento.
Talvez eu realmente nunca vá entender se continuar chamando tudo o que eu acho que me pertence de "coisas".
Não sou tão boa no desapego, gostaria de ensaiar mais antes de ser testada, mas a gente não escolhe.
Entendo que tudo isso passará, mas acredito também que muita coisa muda com isso, inclusive espiritualmente pra mim.
Não sei mais o que dizer...
A tristeza que sinto faz doer os ossos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

...Idéias Coloridas...


Meu blog estava meio sombrio e escuro com o ultimo post então eu decidi escrever sobre uma sensação colorida.
Quando eu era criança (e isso não faz muito tempo), eu sonhava acordada quase todos os dias, sonhava que um dia desses eu teria uma piscina me Mini M&M's pra mergulhar, que nem o Tio Patinhas faz com o dinheiro dele, eu faria com chocolate, mas num é qualquer chocolate, o M&M's só é gostoso porque tem cores.E as cores fazem a vida ter gosto de chocolate.
Minha pro de Anatomia disse que a cor preferida da filha dela era rosa, e que ela não tinha cor preferida, eu fiquei triste, porque ter cor preferida é querer ser colorida, será que ela num quer mais ser colorida?Minha cor preferida é o amarelo, mas eu uso todas porque dai eu num enjoo e fico com saudades as vezes renovo a relação de preferência!!
Também queria ter uma piscina de Yakut, porque Yakut é tão gostoso e acaba tão rápido, porque não vendem Yakut de litro?Não sei... Minha vó me disse que era porque da dor de barriga beber muito Yakut, eu não sei também disso não, porque eu sempre bebi tão pouquinho...
Eu, na verdade queria ter uma casa grande feita de doces (principalmente balas de goma e algodão doce) e dentro dela ter as piscinas de varias coisas separadas pra quando eu quisesse uma coisa só.
Dai eu pensava nisso todo dia (porque eu era muito guloso e meus doces sempre acabavam primeiro) e combinava comigo mesma que seria a primeira coisa que eu faria quando tivesse dinheiro... uma casa de doces pra eu comer até ficar velha...
Quando eu era criança também queria ser um desenho daqueles que cantam e de repente descobrem que sabem voar, ou que amam alguém... eu gosto da Pocahontas, porque ela faz as duas coisas (tem uma hora no desenho que ela quase voa tah, antes que vc corte a minha brisa).Também queria ser invisível, porque dai eu ia poder ficar nas lojas de brinquedos e ia poder comer os doces das docerias sem ninguém ver.Eu sonhava sempre que o dono da doceria fechava a loja e me esquecia lá dentro, ai na manhã seguinte eu tinha comido tudo.hahahahahahahaha, como era gostoso.
Saber que no fundo eu ainda desejo tudo isso, me faz ter idéias coloridas e não esquecer da minha criança...e das minhas piscinas!!!
MORAL DA ESTÓRIA: Lembre-se do seu maior desejo de infância e tente realizá-lo...vale muito a pena, e te fará dar boas risadas e ter idéias coloridas para viver!
Dedicado pra mim!!!! =D

domingo, 10 de agosto de 2008

...Um Pra Você Três Pra Mim...

A primeira parte está em baixo!!
Eu estava lá o tempo todo com mais oito pessoas e enquanto aquelas crianças apanhavam eu sentia uma dor enorme no coração, nos primeiros tapas eu pensei "Nossa, que mãe violenta, pobres crianças, não têm culpa foi um acidente!”, e as vi apanhar.
Da segunda vez pensei “Nossa! Se eu tivesse 20 reais na carteira eu dava pra ela e intervinha nisso agora mesmo, diria tome aqui, compre outra garrafa e pare com isso”, e as vi apanhar.
Da terceira vez eu pensei “Que mulher maldita, ela gosta de fazer isso, de culpar essa menininha que não tem nem tamanho pra ter feito isso de propósito, só pra bater nela”. E as vi apanhar.
Da quarta vez foi quando a irmã mais velha chorou e eu senti uma imensa vontade de chorar também, pensei na minha irmã e no quanto eu a amava, o quanto eu gostaria que o mundo fosse silencioso e colorido pra ela desde que nasceu, e pensei “Se ela fizer isso de novo eu faço alguma coisa”. E as vi apanhar.
Da quinta eu a vi levantar o braço e pensei “agora!”, mas hesitei num pensamento rápido de “não, não é da minha conta”, e depois que o tapa chegou ao corpo, fez um barulho terrível e eu pude sentir a dor, eu gritei.
“Você é loca?! Você vai ficar batendo nessas meninas até quando por causa dessa merda dessa garrafa? Olha o tamanho delas.”
Ela me olhou com uma cara assustada, como de quem esperava uma agressão física a qualquer momento, me olhou com uma cara muito pior, com muito mais medo do que as menininhas sentiam dela, olhou para o guarda-chuva na minha mão que balançava freneticamente enquanto eu falava e provavelmente imaginou-se apanhando com ele.Respondeu-me então numa voz fraca e com medo, quase que tentando não responder:
“Isso não é problema seu elas são minhas filhas”.
Eu fiquei mais irritada e olhando pra ela com todo o ódio que eu sentia até pelo mundo disse gritando:“Não interessa, você não tem esse direito,você é o tipo de pessoa que deveria apanhar todos os dias do seu marido, eu vou derrubar o resto das suas compras e eu quero ver se você vai me bater.”
Distanciei-me furiosa, porque o pouco do “civilizado” que existia dentro de mim, me avisou que meu próximo passo seria matar aquela mulher no braço.
O ônibus dela passou primeiro do que o meu, e ela foi embora sem falar mais nada, eu tremendo de ódio pude refletir, e não me senti nem um pouco heróica... eu esperei...eu hesitei...e eu deixei aquelas crianças apanharem tendo consciência de que aquilo estava errado.
Que merda de ser humano eu sou? Que merda de artista eu sou?Que merda eu finjo que faço todos os dias quando estudo se eu não sei agir no momento certo...
A culpa era também das outras 8 pessoas que estavam ali e não fizeram nada, mas era principalmente minha, porque quando aponto um dedo para alguém existem outros três apontados pra mim (e são meus próprios dedos), as pessoas não me aprovaram com olhar depois que eu gritei, elas me olhavam como se a louca fosse eu, tamanha era a indiferença de todos, mas eles não tem tanta culpa quanto eu, e a indiferença deles é bem menor do que a minha, porque eu estudei e estudo ainda pra fazer de tudo isso um lugar melhor, eles não, eles eu não sei, eu gasto o meu tempo discutindo propostas de intervenções na vida alheia, eles não, eu me incomodei seriamente com tudo desde o começo eles não...
E aquelas crianças só apanharam porque eu demorei a agir, o meu “bom senso social”, me cegou e me fez autocríticas, enquanto elas apanhavam, eu refleti e não agi, eu falhei na minha própria filosofia, só porque não gosto de extremos não quis ver a hora em que ele se fez necessário, quis esperar a aprovação do mundo, os aplausos, uma cueca por cima da roupa, ou só o ônibus só isso...
No fundo a maior indiferença é a que fazemos com nós mesmos, desrespeitando nossos princípios, e andando na mesma linha que o resto do gado...
Mas um erro serve para muitas coisas, inclusive, para não errar de novo...